sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Olha só, moreno

Lembro quando tu, pertinho de mim, olhou nos meus olhos e disse "vou tocar uma pra você" e, então, começou a tocar e cantar "janta"; uma música que acho tão clichê e soou tão linda vindo de você. Depois tu começou a tocar uma música e eu disse que era a minha preferida; realmente era.
Moreno, moreno; tu bem que podia sair um pouco da minha cabeça, ou, pelo menos, deixar de ser doce assim. 
Moreno, moreno... teu beijo não saiu de mim.

"Olha só, moreno do cabelo enroladinho
Vê se olha com carinho pro nosso amor
Eu sei que é complicado amar tão devagarinho
E eu também tenho tanto medo
Eu sei que o tempo anda difícil e a vida tropeçando
Mas se a gente vai juntinho, vai bem"





segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nosso amor morria já, ali; e morreria mais à frente de inanição Eu te dei o meu amor mas tu comeu o meu coração.
você me pede
um cigarro
enquanto
o que eu quero
é ser tragada
todinha
de uma ponta
a outra
sem sobrar
nadinha.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O amor faz a gente tomar medidas desesperadas, a falta de amor, também. A gente promete e quebra promessas, pra fazer raiva, ciume ou chamar atenção, tudo pra ver se quebra a indiferença. O contrário de amor não é o ódio, é a indiferença.
Já derramei tantas lágrimas que dava pra encher uma piscina, meus olhos não têm tamanho, minha voz é trêmula, embargada. Saio e não consigo me divertir, é fácil sorrir para fotos; difícil é ficar sem ti e tentar me acostumar com esse buraco negro, essa falta.
Não aguento pessoas falando o teu nome, perguntando por você ou quando vão te conhecer... "acabou"... "vocês pareciam tão bem".
E os nossos planos? Nossa casa com alpendres? Nosso pug chamado Chico? Nossa filha chamada Lis Maria e nosso filho chamado Luiz?
E a nossa lua de mel no Uruguay? Nossas músicas, fotografias... nossas vidas?
É ruim ter que carregar uma saudade sozinha, principalmente porque também carrego uma saudade do futuro.
É ruim ter que assistir um filme de duas horas, sozinha, sem estar abraçada contigo, sem sentir o teu cheiro, sem tu me chamando de "minha neguinha".
É ruim não poder apertar tua campainha, te ver abrindo a porta com um sorriso e dizendo pra eu correr de Linus.
É ruim não poder chegar e pedir uma camisa tua, te ouvir dizer "pra quê? fica sem", e colocar mesmo assim, só pra ter o prazer de tirar depois.
É tão ruim não poder deitar te olhando e te ouvir dizer "o que foi?" "nada". Eu ficava te admirando, bobo. Fitando o teu rosto; olhos, boca, barba... como tu acha que eu soube na lata onde estava o teu pelo ondulado da barba? Eu fico admirando o homem que você é. O homem que roubou meu coração e me faz sofrer como desejou que eu sofresse. E eu sofro, viu, neguinho? O que me dói mais ainda é que meu sofrimento é a tua alegria; mas, se te deixa feliz, eu digo: dói, viu, neguinho? E tá doendo tanto que tu nem imagina.

sábado, 11 de janeiro de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Hoje faz dez meses que tudo começou. Eu lembro até hoje.
Lembro do meu vestido, lembro da tua blusa azul e teus óculos de sol.
Eu cheguei e você estava com amigos, te vi e passei direto; eu estava com vergonha. Comprei um carreteiro e você me viu. Me deu um abração, parecia que já me amava. Apresentou-me a um amigo e pediu pra ele falar sobre uma resposta a um poema de Manoel Caixa D'Água que ele tinha feito. Depois eles foram embora e fomos pra o beco. Rodrigo, um -agora- conhecido, te pediu o óculos emprestado, enquanto íamos para a nossa segunda garrafa de carreteiro. Você odiava carreteiro e tomou, por mim.
Colocamos rivotril na nossa bebida haha e não bebemos mais. Eu estava encostada em um carro e você na parede. Você disse que eu havia te encantado, que há muito alguém não te encantava assim e nos beijamos. Então, sugeri ir pra sua casa. Eu já estava muito bêbada.
Deitei na sua cama, você foi ao banheiro e eu tinha tirado o vestido. Não sei o que deu em mim. Depois me vesti, disse que ia embora, sentei no corredor do seu prédio, você abriu o portão e eu fui.
Fui e voltei. Pra casa errada, mas, voltei. Chamei teu nome várias vezes e tu não vinha, amor... e chego a conclusão que tudo termina como começou.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014 chegou. 
Parei pra pensar em como mudei ultimamente. E sinto vergonha.
Eu era uma menina doce e sabia que adocicava mais a vida das pessoas. Eu era feliz. De um jeito verdadeiro e era como se essa felicidade contagiasse as outras pessoas... Hoje vejo que não tenho nem 2% dessas pessoas, nem daquela felicidade. 
2013 foi um ano bastante intenso e o pior, fui pra longe de mim.
Fui pra longe de tudo que eu acreditava ser certo. Fui pra perto de tudo que eu acreditava ser errado.
Hoje eu saí do meu corpo de serpente e entrei num casulo. Deixei tudo de ruim e errado pra trás; toda aquela amargura e sentimentos ruins.
Não insistirei, não irei atrás... o amor, se quiser, que venha até mim. E vai ser muito bem recebido.
O amor, agora é livre. Como era no começo e como deveria ter sido até... até... enfim.